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Nove de julho seria uma festa para o Sudão do Sul. Um dia histórico para comemorar o nascimento do 54º Estado africano –a capital: Jouba. Até poucas semanas atrás, o otimismo era geral. Saudava-se o espírito pacífico que havia cercado a realização do referendo sobre a autodeterminação, em janeiro. Foi surpreendente a boa vontade de Cartum em se inclinar diante da escolha quase unânime dos sul-sudaneses a favor da divisão daquele que continua sendo, por mais um mês, o país mais extenso da África.

Essa atitude conciliadora do presidente Omar Al-Bashir não era algo esperado. Com a independência do Sul, o homem forte de Cartum está dando adeus a uma região que encerra três quartos das reservas nacionais de petróleo. Mas o Norte, que dispõe da infraestrutura (oleoduto, refinarias, terminais de exportação), parecia ter em mãos cartas o suficiente para negociar em sua vantagem um novo acordo de distribuição da renda do petróleo.

Infelizmente, Cartum escolheu a força para atingir seus objetivos. Aproveitando-se da preocupante impotência dos capacetes azuis da ONU enviados à região, no final de maio o exército nortista assumiu o controle da cidade de Abyei, um minúsculo enclave, mas eterno pomo da discórdia entre o Norte, árabe e muçulmano, e o Sul, povoado de negros cristãos ou animistas. O exército de Cartum também saiu de seus quartéis nos Estados de Kordofan Sul e do Nilo Azul, na antiga linha de frente durante a guerra civil entre o Norte e o Sul de 1983 a 2005. A região de Darfur voltou a se inflamar. Os ex-rebeldes sulistas no poder em Jouba, capital do Sudão do Sul, acusam Cartum de atiçar diversas insurreições entre eles.

Os conflitos armados se tornaram tão frequentes que um especialista avaliou recentemente que a região estaria novamente à beira de uma guerra.

Claro, os ex-rebeldes sulistas têm sua parte de responsabilidade na escalada da violência. Mas a comunidade internacional deve parar de ficar em cima do muro na questão: as violações mais graves do acordo de paz de 2005 são atribuídas a  Cartum, seu exército, suas milícias.

Acusado pelo Tribunal Penal Internacional pelos crimes cometidos em Darfur, o presidente Bashir se lançou em um tudo ou nada mortífero para se manter no poder a qualquer custo, agora que em suas fronteiras tem soprado o vento das revoltas árabes.

Como evitar que a situação se degenere? A nova política americana, mais conciliadora em relação a Cartum, mostrou seus limites. Talvez a esperança venha da China, principal investidora na indústria petrolífera sudanesa. Rompendo com seu habitual silêncio sobre as questões internas sudanesas, Pequim pediu moderação ao Norte e ao Sul. Uma pressão conjugada dos dois deverá trazer Bashir de volta à razão para que ele respeite um acordo de paz que foi tão difícil de obter. Antes que seja tarde demais. (Edna Correia)

texto original Le Monde – por Frédéric Bobin – Tradução: Lana Lim- publicado em 09/06/2011 –  http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2011/06/09/
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Negócios na África 

O Congo, seus amigos chineses e o FMI

 O país, desprovido de estradas e meios de comunicação, foi recentemente coberto de antenas pelas empresas de telefonia. Agora, a China comanda a instalação de um cabo de fibra óptica que representará um salto tecnológico significativo. Enquanto isso, os aldeões reivindicam acesso à água e energia elétrica

 por Colette Braeckman

 Parados à beira da estrada que corta a cidade de Matadi, no extremo-oeste da República Democrática do Congo (RDC), os dois jovens engenheiros chineses não expressam qualquer variação de humor, apesar de todas as dificuldades enfrentadas. Sob o sol escaldante, You Jian e Jeng diariamente são obrigados a contornar rochedos e atravessar rios. Com frequência, encontram serpentes perigosas em seu caminho.
Mas nada parece atrapalhar sua missão: os dois pretendem instalar na RDC um cabo de fibra óptica vindo da África do Sul (West Africa Cable System). A novidade percorrerá todo o território, desde Moanda, no oceano Atlântico, até Kinshasa, capital da RDC, onde seguirá para Kisangani, antes de juntar-se, no leste do país, a outro cabo, vindo do oceano Índico. Ao todo são 5.650 quilômetros. O chefe dos dois engenheiros, Xie Hunter, encarregado local da China Intertelecom Constructions, uma filial da China Telecom, também demonstra obstinação: instalado na RDC durante três anos, ele terá, nesse período, apenas sete dias de folga. Com seus US$ 1.500 de salário mensal, pretende pagar os estudos de seu único filho, que continua na China.
O Congo, desprovido de estradas e meios de comunicação, foi recentemente coberto de antenas pelas empresas de telefonia privadas. Agora, a instalação de fibra óptica representará um salto tecnológico muito significativo: não apenas o custo das chamadas de celulares diminuirá sensivelmente, mas também será possível, por exemplo, efetuar transações financeiras com rapidez e transmitir programas de ensino a distância.
Enquanto aguardam para ingressar no mundo da informação, os aldeões contentam-se em reivindicar o acesso à água potável e esperar que, à noite, não precisem mais contar com a iluminação de velas – atualmente, a energia produzida pela grande barragem de Inga é comprada pelos países vizinhos.

Rentabilidade garantida

O projeto do cabo de fibra óptica, implementado pelo Serviço dos Correios e Telecomunicações (OCPT), é resultado de um investimento de 60 milhões de euros efetuado pela RDC. A primeira fatia, de 22 milhões de euros, veio de crédito concedido pelo governo chinês a título de cooperação para o desenvolvimento. A rentabilidade do negócio parece garantida: para usar o cabo, as empresas de telefonia privadas serão obrigadas a pagar impostos ao Estado que chegam a até 71 milhões de euros por ano. Isso, claro, não é bem aceito pelas companhias envolvidas: a Vodaphone (capitais sul-africanos e britânicos) reivindica na cidade de Moanda o direito de aterragem, ou seja, o controle do ponto de entrada do cabo, argumentando que foi a primeira a investir no setor de telefonia móvel e que já conta com 4 milhões de assinantes. A empresa diz temer que os congoleses não possam gerir todas as possibilidades que o cabo de fibra óptica lhes oferece.
O ponto de vista é contestado por Hunter: é verdade que o contrato mobiliza 2.500 trabalhadores congoleses supervisionados por 80 chineses, mas 20 engenheiros congoleses foram enviados à China para se qualificar e serão capazes de substituí-los na segunda fase dos trabalhos.
Enquanto uns estão cavando em Matadi, britadeiras gigantes entram em ação em Kinshasa para fundar as bases das artérias que cortarão a cidade. Os chineses transformaram a Avenida Trinta de Junho, coração da cidade, em uma pista com quatro faixas, uma sinuca que os pedestres atravessam sob risco de morte. Enquanto os ocidentais continuam debatendo as cláusulas dos contratos que ligam a RDC à China, o presidente congolês Joseph Kabila segue inaugurando um canteiro de obras por semana. (Edna Correia)

Confira a reportagem na íntegra lendo  a Edição 26 – Setembro 2009  : http://diplomatique.uol.com.br

Relatório da ONU alerta sobre ‘limpeza étnica’ no Sudão

 

Um relatório confidencial da Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que a invasão da região de Abyei, na fronteira norte-sul do Sudão, pelas forças armadas, levará a uma “limpeza étnica” se os mais de 30 mil habitantes da etnia Ngok Dinka deslocados não puderem retornar.

O informe, de 29 de maio, diz que o governo de Cartum, do norte, pode ter agido premeditadamente ao invadir Abyei quando as Forças Armadas do Sudão (SAF, em inglês) tomaram a região no dia 21 de maio. Os Ngok Dinka são uma tribo negra que se associa com o sul do Sudão, e foram pressionados a deixar a área quando as tropas do norte e integrantes da etnia Misseriya – pastores árabes alinhados com o norte – tomaram Abyei e saquearam suas casas.

A ONU estima que 15% a 20% das casas em Abyei foram queimadas em uma “destruição deliberada” e com violação da lei humanitária internacional. A limpeza étnica é uma política proposital criada por um grupo étnico ou religioso para remover, por meio de meios violentos ou do terror, a população civil de outro grupo étnico ou religioso de certas áreas geográficas. O informe diz que a probabilidade de que os Ngok Dinka possam voltar a Abyei “é limitada”, dada à destruição massiva de propriedade civil e a ocupação de Abyei pelas forças do norte. As informações são da Associated Press.

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,relatorio-da-onu-alerta-sobre-limpeza-etnica-no-sudao,727750,0.htm

Publicado por Ana Rosa

 

Uma boa parte dos conteúdos referentes ao continente africano tem uma abordagem de que a situação atual do continente africano é justificada em especial pelo processo de colonização que as nações européias empreenderam no continente. No entanto, verifica-se que as delimitações das fronteiras entre os países africanos apesar de serem definidas pelas nações européias pouco significaram para o cotidiano das populações, pois mesmo com a delimitação no papel,  o contato entre os diferentes grupos, as relações comerciais e os conflitos se mantiveram semelhantes ao período anterior a este processo. Os contrastes do povo africano são anteriores ao próprio processo de colonização e foram acentuados pela influência externa e não originados a partir dela.

por Katia.

O processo de colonização e descolonização do continente africano gerou inúmeros conflitos internos, guerrilhas e que resultaram em milhares de mortos e refugiados. Milhares de pessoas são obrigadas a fugirem dos lugares onde nasceram em virtude das guerrilhas e disputas pelo poder seja político e/ou pelo controle de inúmeras riquezas que encontramos no solo africano.

O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado em seu livro Êxodos retrata muito bem alguns momentos dos inúmeros refugiados no continente africano na busca pela sobrevivência.  O trabalho com imagens também pode ser um ótimo recurso para tratar o tema em questão.

UMA IMAGEM VALE MAIS DO QUE MIL PALAVRAS…

por Katia

Após a Conferência de Berlim, vários países no continente africano  foram delineados não se respeitando os diferentes grupos étnicos, seus costumes, suas línguas. Nesta configuraçao territorial vários grupos étnicos inimigos ficaram sob um mesmo domínio e grupos amigos ficaram separados por fronteiras delimitadas pelas nações européias. Este panorama, como já citado anteriormente, gerou uma série de conflitos tribais que se mantêm até a atualidade e sem sinais de um fim.

O mapa a seguir mostra bem claramente o panorama dos conflitos e disputas contribuindo para o número de cada vez maior de mortes e refugiados no continente, um processo marcado pelo desrespeito as identidades locais.

Fonte: http://sinaisdahistoria.blogspot.com/2009/02/imperialismo-partilha-da-africa.html

A LUTA PELOS POVOS AFRICANOS PELA DESCOLONIZAÇÃO DO CONTINENTE

O fim da Segunda Guerra Mundial (pós-1945) gerou uma série de mudanças no cenário mundial. Neste contexto, redefiniu a configuração geopolítica no mundo com a elevação dos Estados Unidos da América da então União Soviética como grandes potências mundiais e provocando alterações fundamentais do processo de dominação colonial.

As nações européias estavam fragilizadas economicamente e esta situação acabou favorecendo o processo de decomposição dos seus impérios na Ásia e na África. No entanto, o processo de independência das antigas colônias africanas foram ocorrendo a partir de 1956. As regiões que apresentavam em seu território riquezas importantes no cenário mundial(ouro, diamente, petróleo, cobre)tiveram um processo de independência mais tardio quando comparado as nações que não eram mais interessantes economicamente.  O mapa a seguir mostra o ano em que cada nação africana tornou-se independente e em seguida são apresentados a relação das colônias africanas que se tornaram idenpendentes após a Segunda Guerra Mundial com o detalhamento do ano e a que metrópole pertenciam.  Estes dados podem fornecer um bom conteúdo para realização de atividades em sala de aula se trabalhados conjuntamente com os mapas.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Africa_independence_dates.svg

Bandeira Colônia↓ Data Ano↓ Século↓ Metrópole↓ Observações
Flag of Liberia.svg Libéria 26 de Julho 1847 XIX Estados Unidos EUA
Flag of South Africa.svg África do Sul 31 de Maio 1910 XX Reino Unido Reino Unido Originalmente União Sul-Africana que só se tornaria efetivamente independente do Reino Unido em 11 de dezembro de 1931 com o Estatuto de Westminster
Flag of Egypt.svg Egito 28 de Fevereiro 1922 XX Reino Unido Reino Unido
Flag of Libya.svg Líbia 24 de Dezembro 1951 XX Itália Itália
Flag of Sudan.svg Sudão 1 de Janeiro 1956 XX Reino Unido Reino UnidoEgito Egito
Flag of Morocco.svg Marrocos 2 de Março 1956 XX França França
Flag of Tunisia.svg Tunísia 20 de Março 1956 XX França França
Flag of Ghana.svg Gana 6 de Março 1957 XX Reino Unido Reino Unido
Flag of Guinea.svg Guiné 2 de Outubro 1958 XX França França
Flag of Cameroon.svg Camarões 1 de Janeiro 1960 XX França França
Flag of Togo.svg Togo 27 de Abril 1960 XX França França
Flag of Senegal.svg Senegal 20 de Junho 1960 XX França França Autônoma na forma de Federação do Mali desde 1959
Flag of Madagascar.svg Madagascar 26 de Junho 1960 XX França França
Flag of British Somaliland (1950-60).png Somalilândia Britânica 26 de Junho 1960 XX Reino Unido Reino Unido Fundiu-se com a Somália Italiana formando a Somália
Coat of arms of Italian Somaliland.gif Somália Italiana 1 de Julho 1960 XX Itália Itália Fundiu-se com a Somalilândia Britânica formando a Somália
Flag of Benin.svg Benim 1 de Agosto 1960 XX França França Semiautônoma desde 1958 com o nome de Daomé
Flag of Niger.svg Níger 3 de Agosto 1960 XX França França Semiautônoma desde 1958
Flag of Burkina Faso.svg Burkina Faso 5 de Agosto 1960 XX França França Semiautônoma desde 1958 com o nome de Alto Volta
Flag of Cote d'Ivoire.svg Costa do Marfim 7 de Agosto 1960 XX França França Semiautônoma desde 1958 com o nome de Côte d’Ivoire
Flag of Chad.svg Chade 11 de Agosto 1960 XX França França
Flag of the Republic of the Congo.svg Congo 15 de Agosto 1960 XX França França Semiautônoma desde 1958 com o nome de República do Congo
Flag of Gabon.svg Gabão 17 de Agosto 1960 XX França França Semiautônoma desde 1958
Flag of Mali.svg Mali 22 de Setembro 1960 XX França França Autônoma desde 1959 na forma de Federação do Mali
Flag of Nigeria.png Nigéria 1 de Outubro 1960 XX Reino Unido Reino Unido
Flag of Mauritania.svg Mauritânia 28 de Novembro 1960 XX França França
Flag of Sierra Leone.svg Serra Leoa 27 de Abril 1961 XX Reino Unido Reino Unido
Flag of Tanganyika.svg Tanganica 9 de Dezembro 1961 XX Reino Unido Reino Unido Fundiu-se com o Zanzibar em 1964, dando origem á atual Tanzânia.
Flag of Burundi.svg Burundi 1 de Julho 1962 XX Bélgica Bélgica
Flag of Rwanda.svg Ruanda 1 de Julho 1962 XX Bélgica Bélgica
Flag of Algeria.svg Argélia 5 de julho 1962 XX França França
Flag of Uganda.svg Uganda 9 de Outubro 1962 XX Reino Unido Reino Unido
Flag of Zanzibar.svg Zanzibar 19 de Dezembro 1963 XX Reino Unido Reino Unido Uniu-se com o Tanganica em 26 de abril de 1964, dando origem à Tanzânia.
Flag of Malawi.svg Malauí 6 de Julho 1964 XX Reino Unido Reino Unido
Flag of Zambia.svg Zâmbia 24 de outubro 1964 XX Reino Unido Reino Unido
Flag of The Gambia.svg Gâmbia 18 de Fevereiro 1965 XX Reino Unido Reino Unido
Flag of Rhodesia.svg Rodésia 11 de Novembro 1965 XX Reino Unido Reino Unido Independência reconhecida internacionalmente em 17 de Abril de 1980
Atual Zimbábue
Flag of Botswana.svg Botsuana 30 de Setembro 1966 XX Reino Unido Reino Unido
Flag of Lesotho.svg Lesotho 4 de Outubro 1966 XX Reino Unido Reino Unido
Flag of Mauritius.svg Maurícia 12 de Março 1968 XX Reino Unido Reino Unido
Flag of Swaziland.svg Suazilândia 6 de Setembro 1968 XX Reino Unido Reino Unido
Flag of Equatorial Guinea.svg Guiné Equatorial 12 de Outubro 1968 XX Espanha Espanha
Flag of Guinea-Bissau.svg Guiné-Bissau 24 de Setembro 1973 XX Portugal Portugal Independencia reconhecida internacionalmente, menos por Portugal
que a reconheceu em 10 de setembro de 1974 após a Revolução dos Cravos
Flag of the Comoros.svg Comores 6 de Julho 1975 XX França França Politicamente autónoma desde 1961
A ilha de Mayotte continua sob soberania francesa
Flag of Mozambique.svg Moçambique 25 de Junho 1975 XX Portugal Portugal
Flag of Cape Verde.svg Cabo Verde 5 de Julho 1975 XX Portugal Portugal
Flag of Sao Tome and Principe.svg São Tomé e Príncipe 12 de Julho 1975 XX Portugal Portugal
Flag of Angola.svg Angola 11 de Novembro 1975 XX Portugal Portugal
Flag of the Seychelles.svg Seychelles 29 de Junho 1976 XX Reino Unido Reino Unido
Flag of Djibouti.svg Djibouti 27 de Junho 1977 XX França França
Flag of Namibia.svg Namíbia 21 de Março 1990 XX África do Sul África do Sul
Flag of Eritrea.svg Eritreia 24 de Maio 1993 XX Etiópia Etiópia

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Cronologia_da_descoloniza%C3%A7%C3%A3o_de_%C3%81frica

por Katia.


O continente africano até meados do século XIX tinha uma ocupação européia mais concentrada ao longo do seu litoral e ligadas ao tráfico negreiro. Estabeleceu-se a partir deste momento um intenso processo de desmembramento territorial e desarticulação de inúmeros grupos étnicos que ali viviam. Estas desarticulações e desmembramentos são o estopim de inúmeros conflitos que ocorrem atualmente ao longo do continente africano já que não se respeitou as particularidades de cada grupo, sua cultura, sua lingua, sua ligação com o meio.

Destaca-se neste momento a atuacão no processo de divisão e conquistas territoriais no continente africano os seguintes países:

  • franceses – Argélia, Tunísia (África Ocidental e Equatorial), incluindo Madagascar e Marrocos;
  • britânicos – Egito(incluindo o canal de Suez), Sudão, Rodésia, Uganda, Zanzibar, Quênia, África Oriental Inglesa, Serra Leoa, Costa do Ouro, Nigéria, Gâmbia. A parte sul da África foi conquistada dos holandeses;
  • Alemães – Ruanda-Burundi e Tangancia, Camarões, Togo e atual Namíbia;
  • italianos – litoral da Líbia, da Eritréia e Somália.

Neste período, vale lembrar da Conferência de Berlim (1884 – 1885) que determinou as regras da divisão territorial da África entre as nacoes imperialistas. Qualquer anexação que ocorresse a partir deste momento deveria ser comunicada a todas as nações que mantivessem conquistas territorias no continente africano.

O mapa a seguir mostra como a África ficou dividida após a Conferência de Berlim e dá um panorama do processo imperialista no continente em estudo.

É importante ressaltar que este processo de dominação imperialista não ocorreu de forma pacífica, foi marcado por intensas batalhas entre os colonizadores e o povo nativo, levando a milhares de mortes, em especial, da população local.

por Katia.

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